Uma coisa devemos ter como certa: ninguém gosta do bolsa família, sejam os tidos como beneficiários dela, sejam os contribuintes (um subgênero de mantenedor). Primeiro que é difícil imaginar alguém que realmente se sinta satisfeito em ser mantido, sustentado, por terceiros. Por outro lado, se enquanto tenros, por vezes, gostamos de ser útil aos demais, não significa dizer que é confortante o compromisso de manter outrem de forma continua. Conquanto, tal afirmação, não deve levar ao pensamento de que o Programa Bolsa Família seja ruim ou mesmo, desnecessário. É como ingerir um remédio, não gostamos, mas sabemos que é preciso.
Ocorre que determinados problemas em razão de suas complexidades, exigem soluções paulatinas, vagarosas e persistentes. Caso da desigualdade social que assola o Brasil. É impossível pensar em uma solução que ao mesmo tempo seja rápida e eficaz. De tal modo, que o Bolsa Família senão a melhor, figura certamente como uma ótima tentativa de amenização.
O Programa possui três eixos principais focados na transferência de renda, condicionalidades e ações e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. Já as ações e programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade. É voltado para atender valores mínimos, necessidades básicas, que servem de sustentação para a construção da pessoa e concomitantemente, de uma nação. Várias pesquisas já detectaram que crianças com déficit de atenção apresentam carências nutricionais que influencia no funcionamento do cérebro reduzindo o metabolismo energético, a sinalização das células nervosas e o fluxo sanguíneo no cérebro. Provocando também a hiperatividade, o que pode estar conectado com disposição à marginalidade.
E ao se pensar em crianças, devemos ter em mente que é uma percepção de presente e futuro. Por isso, intervir em sua formação é agregar valores às sociedades vindouras. Permitindo por exemplo: que sejam capazes de sua automanutenção, tornando desnecessário o Bolsa Família.
Escrito por Flávio Zahn
Que mal que tem falar de coisas sérias?


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